sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O rico e Lázaro

Lucas 16:19-31

19 Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.
20 Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele;
21 E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.
22 E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado.
23 E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio.
24 E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
25 Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.
26 E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá.
27 E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai
28 Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.
29 Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.
30 E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam.
31 Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.


I- Introdução

A maioria dos eruditos bíblicos considera a história do rico e Lázaro (Lc 16:19-31) como uma parábola, da qual nem todos os detalhes podem ser interpretados literalmente. Dizem, por exemplo, que essa história era provavelmente “uma parábola de uso corrente no pensamento judaico e não tenciona ensinar coisa alguma acerca do estado dos mortos”. (O Novo Dicionário da Bíblia [São Paulo: Vida Nova, 1962], vol. 1, p. 512). Sendo esse o caso, temos que procurar entender qual o verdadeiro propósito da parábola.

II- Considerações

A primeira coisa a observar é que as vidas terreais de dois homens estão sendo comparadas. Por um lado, somos apresentados a um homem rico, um indivíduo não nomeado, mas que certamente é representativo dos homens ricos e influentes daqueles tempos. E por outro, conhecemos a Lázaro, homem de dores e desprezado por sua condição moribunda.

É interessante que o rico conhecia a Lázaro - ele o reconheceu e o referenciou pelo nome! Podemos especular sobre a interação que eles tiveram em vida, mas acho que é seguro dizer que o rico não se preocupou nem ajudou Lázaro, como deveria ter feito.

Nesta passagem aprendemos pelo menos duas grandes lições. A primeira é que o status e o reconhecimento social do presente não são o critério de avaliação para a recompensa futura. Ou seja, aqueles que, à semelhança dos escribas e fariseus, se julgam mais dignos do favor divino podem ser os mais desgraçados espiritualmente aos olhos de Deus (comparar com Mateus 23).

A segunda lição é que o destino eterno de cada pessoa é decidido nesta vida, e jamais poderá ser revertido na era vindoura, nem mesmo pela intervenção de Abraão (Lc 16:25 e 26).

Jesus usou muito das coisas conhecidas por seus ouvintes para apresentar suas parábolas; uma maneira fácil de chegar ao coração. Por outro lado, os judeus colocavam Abraão acima de Jesus: “Nosso pai é Abraão ... És maior do que o nosso pai Abraão ... ?” (João 8:39 e 53; Mateus 3:9). Jesus põe na boca de Abraão as palavras que este haveria de ter dito em pessoa: “Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (São Lucas 16:29-31).

V- Conclusão

O objetivo desta parábola não é ter elementos considerados de forma literal, com relação à vida após a morte, mas sim os dois princípios gerais que se destacam nesta parábola:

  • 1. Que a recompensa se baseará na conduta adotada enquanto se vive;
  • 2. E que o importante é obedecer à Palavra divina, e não confiar em nossa raça ou origem, nem mesmo sendo carnalmente “filhos de Abraão”.

Precisamos nos avaliar à luz das escrituras diariamente a fim de nos moldar às verdades bíblicas, entregando-nos de coração ao Senhor Jesus e crendo na sua Palavra a cerca das promessas de vida eterna.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A mensagem da cruz

I- Introdução

Da palavra latina "cruz", vem a palavra "crucial", ou seja, central, importante. E é de fato, num momento importante da história da humanidade que um homem incomum, desprovido de orgulho e imundícies humanas, se entregou por amor, sendo então crucificado.

Jesus estava se colocando no lugar do homem pecador, mas na condição de homem perfeito e justo. Como um segundo Adão, Jesus pagava um escrito de dívida que havia contra toda a humanidade: O pecado foi a herança espiritual deixada por Adão e Eva.

II- A Cruz

Para todo aquele que crê em Jesus Cristo, a cruz é mais que um símbolo a ser levado no pescoço ou pendurado nas paredes da igreja. É o caminho de Deus para salvar pessoas de fé. E neste caminho, podemos aprender a observar a cruz com outros olhos:

A Cruz é símbolo de morte

"E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz" (Filipenses 2:8). Jesus, quando obedecia ao Pai, estava anulando a si mesmo em prol do propósito de Deus. Obedecer aos mandamentos de Deus exige morte de cruz, ou seja, é necessário se expôr como servo de Deus e negar todas as práticas injustas deste mundo: mentira, inveja, hipocrisia, egoísmo, arrogância e muitas outras.

A Cruz é símbolo de separação

João 17:19 diz: "E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade". Não fomos chamados para tornar Jesus Cristo aceitável aos homens, mas para sermos santos, ou seja, separados deste mundo malígno.

A Cruz é símbolo de entrega e não de acordo

Quando Jesus orou ao Pai instantes antes de ser preso, ele disse: "Pai, se possível afaste de mim este cálice, mas que seja feita a sua vontade" (Lucas 22:42). Ele não fez um acordo onde pudesse escolher uma situação ou circunstância na qual fosse mimizada a sua dor. Ele simplesmente se entregou ao propósito do Pai: salvar a humanidade do pecado e da morte.

A Cruz é símbolo de vitória e não de derrota

Em Hebreus 12:2 lemos que Jesus se assentou à direita de Deus, como sendo honrado de glorificado por causa da humilhação e da dor da cruz. Foi na cruz que o nosso Senhor Jesus venceu o pecado e a morte, e ofereceu ao homem uma nova chance diante de Deus.

III- Conclusão

A Cruz tem uma mensagem para nós: estávamos perdidos, condenados a morte pelos nossos pecados. Mas Jesus Cristo, "autor e consumador da fé" (Hebreus 12:2), nos deu liberdade para escolhermos o nosso futuro.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O vale de ossos secos

Ezequiel 37:1-14

1 Veio sobre mim a mão do SENHOR, e ele me fez sair no Espírito do SENHOR, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos.
2 E me fez passar em volta deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale, e eis que estavam sequíssimos.
3 E me disse: Filho do homem, porventura viverão estes ossos? E eu disse: Senhor DEUS, tu o sabes.
4 Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR.
5 Assim diz o Senhor DEUS a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis.
6 E porei nervos sobre vós e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis, e sabereis que eu sou o SENHOR.
7 Então profetizei como se me deu ordem. E houve um ruído, enquanto eu profetizava; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram, cada osso ao seu osso.
8 E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles espírito.
9 E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o Senhor DEUS: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.
10 E profetizei como ele me deu ordem; então o espírito entrou neles, e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo.
11 Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós mesmos estamos cortados.
12 Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.
13 E sabereis que eu sou o SENHOR, quando eu abrir os vossos sepulcros, e vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu.
14 E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, o SENHOR, disse isto, e o fiz, diz o SENHOR.


I- Introdução

Já reparou como é grande o número de pessoas deprimidas, carentes e pensando na vida como algo sem graça? Geralmente são pessoas atribuladas por problemas financeiros, doenças, dependência química, contendas familiares, e muitos outros.


II- Contexto histórico

O livro de Ezequiel foi escrito para os israelitas que viviam no cativeiro babilônico. Eles estavam atribulados pela situação adversa em que se encontravam, uma vez que foram desobedientes a Deus.

Ezequiel é arrebatado em Espírito para saber que a situação do povo era como que a de ossos secos - "Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós mesmos estamos cortados" (Vers. 11).

Então Deus mostra a Ezequiel que, profetizando a toda a nação de Israel, O Espírito de Deus levantaria um grande exército (Vers. 10), traria esta nação de volta a sua terra (Vers. 12) e que reconheceriam a soberania de Deus em suas vidas (Vers. 14).


III- Aplicação pessoal

E não é assim que muitos se vêem hoje também? Olham para a sua família e vêem ela despedaçada. Não passa de um monte de ossos secos. Olham para o trabalho sem esperança alguma. Olham para a sua vida com total desesperança de que haja alguma mudança. Será que Deus quer que enxerguemos as coisas com esses olhos?


IV- Conclusão

O Espírito Santo vem a todo aquele que recebe de coração ao Senhor Jesus em sua vida como seu Senhor e Salvador pessoal. E Deus muda essa vida.

Deus quer te dar uma nova vida. Ele quer colocar o Seu Espírito em ti. Abra o seu coração e convide ao Senhor para entrar. Se você quer uma nova vida, ore: “Senhor, me sinto como um monte de ossos secos, sem vida alguma. Minha vida está arruinada. Mas eu não quero que ela continue assim. E eu creio que essa também não é a Tua vontade. Amém.”

Deus te dará uma nova vida. Mas lembre-se: A nova vida significa também que você vai deixar para trás uma vida de pecados. Você é chamado para andar conforme a vontade de Deus. E você só vai conseguir isto se você buscar a face de Deus diariamente através de oração e leitura bíblica.

Como diz o tema da nossa Igreja para esse ano: Este é o ano da maior colheita de nossas vidas.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A parábola das dez virgens

A parábola das dez virgens - Mateus 25:1-13


1 Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo.
2 E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas.
3 As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo.
4 Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.
5 E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram.
6 Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.
7 Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas.
8 E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam.
9 Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós.
10 E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.
11 E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos.
12 E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço.
13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir.


I- Introdução

A parábola das dez virgens se passa num cenário de um casamento oriental, onde os convidados para as bodas deveriam esperar pelo noivo junto à casa da noiva. Quando ele chegava, acompanhava a noiva e os convidados até sua casa, onde começava a festa. Como ocorria geralmente à noite, era comum o uso de lâmpadas à base de azeite para iluminar o ambiente.



II- Os elementos da parábola

"Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos" (Salmos 119:105). A lâmpada é a Palavra de Deus. E é ela que dá ao homem o poder de "ver" o contexto no qual está inserido.

A verdade da Palavra de Deus liberta de todo engano de satanás, pois é apta para "discernir os pensamentos e intenções do coração" (Hebreus 4:12).

No contexto do casamento, o azeite além se servir como alimento, também era usado como combustível para manter as lâmpadas acesas. O Espírito Santo de Deus, é que mantém no homem a presença de Deus ardendo como fogo (Zacarias 4:1-6).

Como as virgens esperavam pelo noivo, também a Igreja aguarda a volta de Cristo. A Igreja são todos os que receberam o evangelho de Cristo de arrependimento, remissão de pecados e salvação.


III- Perseverança

Esta passagem nos ensina muito a respeito da volta de Jesus.
  • Todas eram virgens, ou seja, representam pessoas separadas das obras injustas deste mundo malígno que aceitaram a Palavra da verdade em suas vidas.
  • Quando o esposo é anunciado, todas estão "dormindo", mostrando que a volta de Cristo vai ser num momento inesperado para todos.
  • O azeite das virgens prudentes não é compartilhado com as virgens loucas, uma vez que o relacionamento com Deus é pessoal e depende do nível de busca de cada um. Este item não pode ser obtido no último minuto.
  • Existe um tempo de espera onde a fé é provada. E só pode resistir a esse tempo quem tiver "quantidade suficiente" para manter sua lâmpada acesa.

IV- Conclusão

“Senhor, Senhor” – No dia final, muitos dirão: "Senhor, Senhor, não profetizamos nós em Teu nome? E, em Teu nome, não expulsamos demônios? E, em Teu nome, não fizemos muitas maravilhas?" (Mateus 7:22). Mas a resposta será: "Digo-vos que não sei de onde vós sois; apartai-vos de Mim" (Lucas 13:27).

O cristão deve se manter sempre fiel à Palavra de Deus e sensível à influência do Espírito Santo. Buscar um relacionamento estreito com O Senhor Jesus e perseverar na espera pela sua volta.